Casório

Casório

domingo, 30 de julho de 2017

"Tu me deste um tesouro..."


     Um tesouro, quando descoberto, torna-se algo fundamental para causar alegria e bem estar. A pessoa que o descobre, torna-se alguém que vive em função do tesouro encontrado, dedicando o seu tempo e suas forças em descobrir como fazer com que esse tesouro aumente, como fazer sua riqueza crescer e em que vai gastá-lo, o que vai comprar. Quando o prêmio de alguma loteria está muito acumulado, muitas pessoas ficam imaginando como será a sua vida de milionário. 
      Jesus nos fala de um tesouro, que "brilha mais do que o sol", um tesouro que vale muito mais do que qualquer prêmio acumulado de qualquer loteria. Jesus nos fala do Tesouro que descobrimos dentro do nosso coração, um tesouro que nem estava tão escondido assim, mas que talvez nunca tinha sido encontrado: o Tesouro do seu Reino. Descobrir este Tesouro significa encontrar tudo aquilo de que precisávamos para sermos plenamente felizes. Encontramos nele a paz que nunca vai passar, porque será uma antecipação do Céu. Não significa que a nossa vida vá deixar de ter problemas e dificuldades. Porém, esses problemas e dificuldades não irão tirar o Paraíso de dentro de nós. 
      O Tesouro do Reino também irá nos ajudar a fazer escolhas, que nos farão imenso bem. Por causa do Reino, nós teremos alegria em dedicar parte do nosso tempo à oração, à vida da Igreja, à Evangelização. Isso não será um peso, mas um imenso prazer e alegria. Os missionários e missionárias que ao longo dos séculos deram suas vidas pelo Reino o fizeram porque descobriram que muito mais ganharam com essa doação de vida do que receberam. descobriram que isso vale a pena e doaram sua vida com alegria. 

domingo, 23 de julho de 2017

Ser trigo de boa qualidade

     
     Ser trigo de boa qualidade, a fim de ser bom pão, tornando-nos uma hóstia viva, consagrada ao Senhor. Esta é a nossa vocação, essa é a nossa tarefa para a vida toda, pois, como somos seres divididos interiormente entre trigo e joio, por causa do pecado, teremos que, a cada dia de nossa vida, matar um leão, através de uma "parceria" entre nós e o Espírito Santo. O Espírito de Deus entra com a sua Graça e nós entramos com a adesão da nossa vontade, por meio da ascese e da conversão pessoal, fruto da penitência.
     Na medida em que vamos conseguindo uma certa unidade interior, o joio vai dando lugar ao trigo em nossa alma e vamos entrando na dinâmica salvadora de Deus. Cada um se torna um pequeno grão que, unido aos outros grãos, forma um só pão, puro, santo, santificado pelo fermento de Cristo, tornando-nos, também nós "eucaristicizados", sinal da presença do Senhor no mundo, alimento, remédio e vida para todos.
     Uma comunidade cristã é sinal da Eucaristia que celebra. Por isso, um cristão não pode viver a sua fé de forma avulsa, mas em comum, com os demais, para poder perseverar na vocação de trigo de boa qualidade. A unidade com o Senhor e com os irmãos garante a nossa conversão e perseverança cotidiana, para sermos fieis à nossa vocação cristã. Sejamos trigo bom para sermos um bom pão!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Hoje é a Páscoa do Senhor



      Hoje é a Páscoa do Senhor. Feliz Páscoa!
    Não, não está havendo um erro de calendário. De fato, hoje é a Páscoa do Senhor, assim como amanhã, depois e depois e depois... Cada dia do ano, em cada Missa celebrada renova-se a Páscoa do Senhor. 
     A Páscoa Judaica, que recordava a libertação do povo hebreu da escravidão do Egito, era celebrada a cada ano, com a imolação de um cordeirinho de um ano, que era assado e comido pela família e vizinhos, juntamente com pães ázimos e ervas amargas. O pequeno cordeiro imolado havia dado o seu sangue para que as portas das casas dos hebreus fossem marcadas, impedindo, assim, que os primogênitos hebreus fosse mortos da mesma forma que foram os dos egípcios. O sangue do cordeirinho inocente foi sinal de salvação para o povo hebreu. 
     Foi num contexto de Ceia Pascal Judaica que Jesus celebra a sua Santa Ceia com os discípulos. Ali ele anteciparia o seu sacrifício do dia seguinte, quando, Ele, o Cordeiro de Deus, colocaria o seu Sangue não no marco de uma porta, mas na Cruz. E, na Ceia, Ele, ao instituir a Eucaristia, manda que se celebre essa Memória sempre, até o fim dos tempos. Na Missa não celebramos apenas uma memória de algo do passado, mas atualizamos o Sacrifício de Cristo que, agora, neste momento em que estamos lendo este post, está sendo renovado em algum lugar do mundo, em alguma Missa que está sendo celebrada. 
     Portanto, a Missa que eu, padre, celebro, não é um teatrinho que faço para os outros; não é nem mesmo um culto que eu faço para a comunidade que assiste, mas é a Páscoa que Cristo mesmo celebra para a Salvação da humanidade, inclusive a minha. Celebro para o Senhor, pois Ele é o Centro de todo o Mistério Eucarístico. E o Senhor celebra, de modo incruento, sua Entrega renovada para a nossa Salvação.
    Santo Cura d'Ars afirma que se soubéssemos tudo o que a Celebração Eucarística significa, nós morreríamos de amor. Se percebêssemos a sua importância, jamais deixaríamos de ir à Missa. Que possamos hoje louvar a Bondade do Senhor em querer permanecer conosco e pedir que cresça sempre em nós uma verdadeira piedade eucarística.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Pedaços da homilia em 14 de julho, na Novena de Nossa Senhora do Carmo


"Pela perseverança salvareis as vossas vidas". A nossa perseverança é a resposta que nós damos à Perseverança de Deus em nos amar e nos salvar. Ainda bem que Ele é infinitamente mais Perseverante do que nós. Na Eucaristia, mais do que perto de nós, Jesus se coloca dentro de nós, como nosso alimento e remédio. Ele persevera conosco e nos auxilia no nosso caminho de fidelidade a Ele e ao seu Reino



Missa com Liturgia e animação a cargo da Comunidade Missionária de Emaús



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Fazer o limão virar limonada


       O limão é azedo. Chupar um limão não é uma experiência muito agradável. Quando cortamos em rodelas e colocamos num copo com água gelada, algumas pedrinhas de gelo e açúcar ou adoçante e temos uma deliciosa limonada. É preciso maturidade para darmos esse passo, quando a vida nos apresenta limões às vezes tremendamente azedos. Podemos ficar choramingando, reclamando do azedume dos limões. Podemos ficar azedos como os limões ou podemos fazer a limonada e nos deliciar com ela. A escolha é nossa!

terça-feira, 11 de julho de 2017

São Bento

       
     São Bento de Núrcia (480-547) viveu um dos períodos mais decisivos para o cristianismo nascente. A Igreja estava já oficializada pelo Império Romano e, aos poucos, criava raízes na Europa. As levas de bárbaros traziam o risco de uma nova paganização da Europa. Com o fim da era dos mártires na Igreja, o risco de um arrefecimento do Cristianismo nascente era grande. No Oriente, com o surgimento dos Padres do Deserto e da vida eremítica, uma nova mentalidade foi surgindo e inúmeros homens e mulheres foram seguindo os passos de Santo Antão, São Pacômio e outros pais do monaquismo. Bento segue esse caminho, primeiro como eremita, mas depois, organizando a vida nos Mosteiros e Abadias, que foram se multiplicando por toda a Europa e, depois, pelo mundo inteiro. A proposta de vida que Bento oferece à Igreja é decisiva para a cultura e espiritualidade ocidental. A Regra Beneditina inspirou o surgimento de uma florescente vida monástica no mundo inteiro. À sombra dos claustros beneditinos surgiram bibliotecas, universidades, hospitais e inúmeras organizações caritativas. O Ocidente é o que é graças à revolução que Bento de Núrcia promoveu ao longo de sua vida. A Europa, e consequentemente o mundo ocidental, traz no seu DNA o Cristianismo. Tirar de nós essa essência cristã significa destruir a nossa civilização com tudo aquilo de bom que ela possui. Significa negar uma história de dois mil anos e destruir uma identidade que passou por todas as gerações, chegando até nós. Nós bebemos o Evangelho com o leite materno. 
       Que nós possamos reaprender com São Bento de Núrcia a centralidade de Cristo na nossa vida. Que possamos aprender a ter uma Regra de Vida, que nos ajude a viver com austeridade no nosso cotidiano aquilo que Deus nos pede. Que aprendamos a viver o "ora et labora", que é a essência da Regra Beneditina, dando um tempo para tudo no nosso dia-a-dia: rezando e trabalhando, com equilíbrio e serenidade. E que, principalmente, aprendamos a viver com alegria, a nossa identidade cristã, tendo verdadeiro orgulho da nossa fé, que se torna o alicerce do nosso modo de ser e das escolhas que fazemos. São Bento de Núrcia, rogai por nós!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Pedaços da homilia de 08 e 09 de julho de 2017

    Como, às vezes, nós temos uma ideia errada de Deus, como se Ele fosse alguém distante, longínquo e totalmente frio diante de nossas dores e cansaços. Nos nos esquecemos que, pelo Mistério da Encarnação, Ele se rebaixou a nossa condição, fazendo-se exatamente um de nós, vivenciando as nossas condições, menos o pecado. Foi um bebezinho, que deve ter tido dor de barriga, dor de dente, passou frio e fome, como qualquer outro bebê; foi um menino que deve ter se machucado, jogando e brincando com seus amiguinhos; foi um jovem, foi um homem adulto... Tudo isso para poder dizer que as nossas dores e cansaços não lhe são indiferentes, pois Ele os conhece todos.
     Portanto, podemos colocar literalmente em suas mãos tudo aquilo que nos pré-ocupa, tudo aquilo que nos incomoda e faz sofrer, tudo aquilo que nos cansa... E entregar é exatamente isso: entregar, sem oferecer resistência, sem querer ficar com nada. Isso exige o reconhecimento de que, sem Ele, nada conseguimos, mas, com Ele, tudo se torna possível. 
    Outra consequência disso é o fato de que precisamos cultivar a fineza de alma e a sensibilidade para não ficarmos fechados em nossas pequenas dores. Olhar para o outro e suas dores tira a nossa atenção dos nossos problemas. Além de sermos sinais da presença de Cristo na vida dos outros, quando mudamos o foco de nossa atenção de nós para eles, iremos perceber que, quase que milagrosamente, os nossos problemas diminuem e se resolvem. A medida da minha generosidade vai permitir uma sempre maior generosidade de Jesus. Sejamos, pois, a mão de Cristo que afaga o outro, que se estende às suas dores e à sua vida; sejamos os pés de Cristo, que vai ao encontro dos sofredores; sejamos o coração de Cristo que ama e sente compaixão!

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Missa de Encerramento do Retiro da PJM do Colégio Marista São Francisco, em 02/07/2017.


"Alguns são verdadeiros foguetes, que voam longe; outros, são boings, que voam muito alto; outros são um pequeno teco-teco; ainda outros são meros aeromodelos, pequeninhos, tímidos... Não importa o que somos! Deus nos ama do mesmo modo e nos envia, usando de nós como seus instrumentos".


"Precisamos usar de imaginação e criatividade para evangelizar. Amanhã, quando chegarmos em aula, que possamos ter um sorriso no rosto para dizer pra os colegas e amigos que não vieram ao Retiro: 'Meu, que afu estava o retiro'!"



A SANTIDADE ESCONDIDA

  Hoje a Igreja celebrou o glorioso São Pio de Pietrelcina, o mais famoso santo do século XX, marcado com os estigmas da Paixão do Senhor e ...