Casório
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
Padre João Pozzolo (*11/03/1931/+19/02/2020) II
É importante registrar para não se perder esse que foi um dos momentos mais bonitos que vivi nos meus quase trinta anos de sacerdócio. Ano passado, no dia 24 de março, na Festa da Ácies, durante a Consagração individual de todos os legionários de Maria, percebi a presença do Padre João, já em cadeiras de rodas, na entrada do Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Fui até ele e o conduzi pela mão até o altar, para fazer a sua consagração a Nossa Senhora. Na medida em que íamos pelo corredor do Santuário, todo o povo ficou em pé e o aplaudia. Foi o reconhecimento de toda a Legião de Maria da Diocese do Rio Grande ao seu primeiro Diretor Espiritual. Merecida homenagem a este tão virtuoso sacerdote. Deus o tenha em sua Glória.
Padre João Pozzolo (*11/03/1931/+19/02/2020) I
Padre João Pozzolo partiu hoje para o Paraíso. Louvamos a Deus pela sua vida, testemunho e dedicação a Deus e à sua Igreja. O velório começará às 14 horas no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, onde acontecerá a Missa de Corpo Presente às 19h30min. Após a Missa, será levado para sua cidade natal, Nova Roma do Sul, onde será sepultado. Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno, e a luz perpétua o ilumine. Descanse em paz. Amém.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
O jovem #geraçãopapafrancisco: sinal do Reino para o mundo
Jesus se recusa a mostrar sinais aos fariseus, porque eles jamais iriam admitir ser Ele mesmo o grande Sinal. Ele mostrava às multidões que era o Messias, por meio de palavras e milagres que realizava, mas somente os que tinham simplicidade de coração é que conseguiam compreender na vida de Jesus e em suas realizações quem de fato Ele era. Diz o ditado popular que "o pior cego é aquele que não quer ver". Portanto, aos fariseus não se mostrava nenhum sinal, porque eles jamais iriam dar o braço a torcer.
Hoje, o grande sinal de Jesus Cristo Messias e Deus libertador se mostra na vida dos seus discípulos missionários, chamados a testemunhar a sua fé por meio da sua vida e de seu testemunho concreto. A nossa vida deve ser um Evangelho vivo, gritado de cima dos telhados. Mais do que de doutores, o mundo precisa desesperadamente de testemunhas, já nos ensinava São Paulo VI.
O jovem #geraçãopapafrancisco é alguém que procura viver a santidade no cotidiano, ou como diz o nosso querido Papa, vive a Santidade "ao pé da porta", nos pequenos gestos cotidianos que nos mostram a beleza do Evangelho. A Santidade, segundo Francisco, não é algo distante, em cima das nuvens, mas sim concreto, vivido na alegria de quem descobriu o tesouro e deseja dar a sua vida para adquiri-lo.
Quando nós encontramos jovens que vivem com alegria a sua fé, dedicando-se, sem medo de ser feliz, à sua comunidade eclesial, ao seu Grupo de Jovens ou Movimento, então podemos nos encher de esperança, sabendo que existe futuro para o Cristianismo.
sábado, 15 de fevereiro de 2020
"Saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo!" (EG 49)
O término do capítulo 1 da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium nos apresenta um clamor dramático do Papa Francisco a uma atitude nova da Igreja diante de um mundo cada vez mais secularizado e desafiador. Assim nos fala o Papa: "Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo! Repito aqui, para toda a Igreja, aquilo que muitas vezes disse aos sacerdotes e aos leigos de Buenos Aires: prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada com ser o centro, e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida" (EG 49). Esta dramática colocação do Papa nos adverte e denuncia uma postura de acomodação que muitas vezes podemos encontrar em nossas comunidades e na nossa própria vida cristã. O verbo principal desta colocação do Papa - e, porque não dizer, de toda a Exortação Apostólica - é SAIR. De fato, ser uma Igreja em saída é a grande proposta do Papa para nós, que contemplamos, às vezes de um modo totalmente apático, a saída em massa de gente que era nossa e que, de repente, abandonou sua caminhada com Cristo e conosco. Olhamos, lamentamos e nada fazemos para ir ao seu encalço. Portanto, sair é a atitude que devemos tomar, para irmos ao encontro dos que se afastaram, bem como ao encontro de todos os que não foram ainda cativados pela proposta de Cristo.
"Quem sai na chuva é para se molhar,", é o que nos diz um antigo canto popular. Quando saímos na chuva, temos grande possibilidade de ficarmos, molhados, enlameados, sujos. É o que o Papa ensina na frase final deste belíssimo capítulo. Não faz mal ficarmos assim, desde que fieis à vocação missionária que Deus pede para a sua Igreja. Ir ao encontro das grandes periferias existenciais é o que mais precisamos fazer nestes tempos em que boa parte da humanidade vive o desespero de uma vida sem esperanças e sem amor. À Igreja cabe esta missão de levar a todos esta esperança e este amor de que necessitam.
"Quem sai na chuva é para se molhar,", é o que nos diz um antigo canto popular. Quando saímos na chuva, temos grande possibilidade de ficarmos, molhados, enlameados, sujos. É o que o Papa ensina na frase final deste belíssimo capítulo. Não faz mal ficarmos assim, desde que fieis à vocação missionária que Deus pede para a sua Igreja. Ir ao encontro das grandes periferias existenciais é o que mais precisamos fazer nestes tempos em que boa parte da humanidade vive o desespero de uma vida sem esperanças e sem amor. À Igreja cabe esta missão de levar a todos esta esperança e este amor de que necessitam.
Quantos jovens vivem nessa situação! A eles nós somos enviados, convidando-os à amizade com Cristo e à experiência de amor em nossas comunidades eclesiais e em nossos grupos de jovens. Sejamos Igreja em saída! Sejamos Igreja que vai ao encontro de todos!
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
Uma Mãe de coração aberto para os jovens
"A Igreja é uma Mãe de coração aberto". Assim termina o Papa Francisco o primeiro capítulo da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (nn. 46-49). A ideia da Igreja enquanto mãe está presente em muitos escritos da Igreja, desde a antiguidade. Esta atitude da Igreja enquanto Mãe nos remete à experiência que todos nós fazemos ao longo de nossas vidas. Todos nós temos ou tivemos uma mãe que, mesmo com suas fragilidades, possui o instinto materno como característica essencial do seu ser. A mãe gera, cuida, nutre, protege os seus filhos. Assim deve ser a Igreja de Cristo. Pela Graça de Deus, a Igreja gera filhos pelo Batismo e assume a tarefa de cuidar, nutrir e proteger a cada um deles ao longo de toda a sua existência. Torna-se, portanto, a Igreja, não uma instituição fria que tem a tarefa burocrática de controlar a vida eclesial dos seus associados, mas uma mãe carinhosa que cuida e ama a sua família.
Esta deve ser a atitude das nossas comunidades paroquiais e movimentos eclesiais voltados para a Evangelização da juventude. Os jovens todos são parte importante da grande família de Deus. É preciso acolhê-los com cuidado e carinho, para que eles se sintam verdadeiramente em casa. O primeiro passo da Evangelização dos jovens consiste em levá-los ao encontro de Deus e à experiência do seu Amor. Este encontro e experiência, mais do que racional e a partir de conceitos, se dá no mais íntimo do ser. É claro que, num segundo momento, a explicitação da fé se faz necessária, por meio de uma catequese eficaz.
Quando experimenta ser amado por Deus, acontece, para o jovem, simultaneamente, uma descoberta da comunidade, do grupo. Ali, então, vai sendo acolhido, sem cobranças nem exigências, para que também faça essa experiência de amor fraterno, ágape. Como é bonito ver comunidades eclesiais cheias de jovens alegres, espontâneos, pescados pela rede do Evangelho, pela rede do Amor de Deus! Somente conseguiremos isso se de fato as portas de nossas igrejas e de nossos corações estiverem abertas ,escancaradas para os jovens.
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