Hoje é a Páscoa do Senhor. Feliz Páscoa!
Não, não está havendo um erro de calendário. De fato, hoje é a Páscoa do Senhor, assim como amanhã, depois e depois e depois... Cada dia do ano, em cada Missa celebrada renova-se a Páscoa do Senhor.
A Páscoa Judaica, que recordava a libertação do povo hebreu da escravidão do Egito, era celebrada a cada ano, com a imolação de um cordeirinho de um ano, que era assado e comido pela família e vizinhos, juntamente com pães ázimos e ervas amargas. O pequeno cordeiro imolado havia dado o seu sangue para que as portas das casas dos hebreus fossem marcadas, impedindo, assim, que os primogênitos hebreus fosse mortos da mesma forma que foram os dos egípcios. O sangue do cordeirinho inocente foi sinal de salvação para o povo hebreu.
Foi num contexto de Ceia Pascal Judaica que Jesus celebra a sua Santa Ceia com os discípulos. Ali ele anteciparia o seu sacrifício do dia seguinte, quando, Ele, o Cordeiro de Deus, colocaria o seu Sangue não no marco de uma porta, mas na Cruz. E, na Ceia, Ele, ao instituir a Eucaristia, manda que se celebre essa Memória sempre, até o fim dos tempos. Na Missa não celebramos apenas uma memória de algo do passado, mas atualizamos o Sacrifício de Cristo que, agora, neste momento em que estamos lendo este post, está sendo renovado em algum lugar do mundo, em alguma Missa que está sendo celebrada.
Portanto, a Missa que eu, padre, celebro, não é um teatrinho que faço para os outros; não é nem mesmo um culto que eu faço para a comunidade que assiste, mas é a Páscoa que Cristo mesmo celebra para a Salvação da humanidade, inclusive a minha. Celebro para o Senhor, pois Ele é o Centro de todo o Mistério Eucarístico. E o Senhor celebra, de modo incruento, sua Entrega renovada para a nossa Salvação.
Santo Cura d'Ars afirma que se soubéssemos tudo o que a Celebração Eucarística significa, nós morreríamos de amor. Se percebêssemos a sua importância, jamais deixaríamos de ir à Missa. Que possamos hoje louvar a Bondade do Senhor em querer permanecer conosco e pedir que cresça sempre em nós uma verdadeira piedade eucarística.

Nenhum comentário:
Postar um comentário