Casório

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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Religião Self Service


"Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’ (Lc 7, 31-32)

      Jesus reclama que os fariseus daquela geração, diante de João Batista, homem austero e penitente, considerado endemoninhado, bem como diante de Jesus, considerado "comilão e beberrão", usavam os mais diversos argumentos para não saírem de sua zona de conforto.e não aceitarem a proposta de conversão e de abertura ao Reino de Deus. A eles interessava apenas a sua visão tacanha e medíocre. A eles interessava achar somente o que consideravam defeitos, para que não fossem mexidas as suas convicções e a sua vidinha continuasse na mesma.
     Hoje vivemos numa época de religião "self service", onde as pessoas se servem dos serviços religiosos apenas o que lhes apetece. É como se a Igreja fosse um grande Buffet livre, em que são escolhidos os pratos mais palatáveis e excluídos aqueles que menos gostamos. E queremos que as coisas sejam quando e como desejamos. Se não for assim, saímos esperneando, como as crianças do Evangelho, que não se contentavam com nada. Esperneamos, reclamamos, xingamos a Igreja nas redes sociais, ameaçamos, porque o "buffet" não estava como queríamos.
     Cristianismo não é um "buffet"! Cristianismo é um caminho, que assumimos para toda a nossa vida. Não podemos ser cristãos pela metade! Não podemos ser crianças mimadas! Ao seguir Jesus, Ele vai nos conduzir por uma trilha de amadurecimento. E, ao dizer sim a Jesus, é preciso pegar o pacote completo da sua proposta, e não apenas aquilo que nos agrada. Até mesmo porque nem tudo que nos agrada faz bem a nós. E Deus, por ser Deus, sabe exatamente o que nos faz bem e o que é para a nossa Salvação. 
      Se nós não queremos o que Deus quer, somos totalmente livres para recusar a sua proposta. Mas não queiram nos usar para os seus caprichos. No nosso mundo existem propostas de religião para todos os gostos. Com certeza cada um irá encontrar a que mais lhe agrada. Jesus, após o discurso do Pão da Vida, foi abandonado por quase todos os seus seguidores, que acharam suas palavras muito difíceis. Somente Pedro e os demais discípulos permaneceram com Ele. Que nós possamos permanecer com Jesus, pois Ele tem palavras de vida eterna. 

domingo, 17 de setembro de 2017

Escolher perdoar

      Quando Pedro pergunta a Jesus se deve perdoar até sete vezes, ele já estava dando uma dimensão de plenitude ao perdão que se deve dar. Mas Jesus quer mais: Ele radicaliza. Ao dar a resposta a Pedro, dizendo que se deveria perdoar setenta vezes sete, Ele está mostrando os novos tempos do Reino de Deus, tempo da Graça, do Amor e da Misericórdia. Marcada pelo pecado, a humanidade vinga até setenta e sete vezes, como no caso de Lamec, em Gênesis 4,24, uma vingança plena, absoluta. Jesus mostra que os tempos são da Misericórdia, infinitamente maior que a vingança.
     É, portanto, tempo de perdão. Em Cristo, uma nova humanidade vai sendo constituída, um novo tempo e uma nova cultura começa a ser buscada. Num tempo de arrogância, de ódio e de vingança, que possamos dar esse testemunho, vivendo setenta vezes sete o perdão. Não é fácil; exige conversão constante, mas se sempre de novo contemplarmos Jesus na Cruz, dizendo: "Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem", aprenderemos e nos tornaremos pessoas mais leves e mais felizes. 
     O rancor, o ódio e o ressentimento envenenam a nossa alma e nos matam antecipadamente. Escolhamos o perdão e estaremos escolhendo a vida.

A SANTIDADE ESCONDIDA

  Hoje a Igreja celebrou o glorioso São Pio de Pietrelcina, o mais famoso santo do século XX, marcado com os estigmas da Paixão do Senhor e ...