Casório

Casório

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

A simplicidade no estilo missionário da #geraçãopapafrancisco


Todas as nossas atividades pastorais devem ter como critério fundamental a simplicidade do Evangelho e da mensagem salvífica de Cristo. Uma vez que tudo na vida da Igreja deve ser trabalhado em "estilo missionário", sabemos que iremos ao encontro de uma imensa maioria de pessoas que nunca ouviu falar ou ao menos se interessou em conhecer de modo mais aprofundado a doutrina cristã. Por isso, torna-se necessário que a nossa ação e pregação se atenha à essência do Evangelho, ou seja, à "beleza do amor salvífico de Deus, manifestado em Jesus Cristo, morto e ressuscitado" (EG 36). Quantos são aqueles que nunca fizeram a experiência do amor misericordioso de Deus! 
A simplicidade do Evangelho se manifesta de duas maneiras: em atos e em palavras. Em atos, quando em nossas comunidades e grupos eclesiais procuramos ter atitudes acolhedoras e gentis para com todos. Pessoas acolhedoras e gentis formam comunidades com estas características, o que faz com que a própria mensagem da Igreja se torne apetecível a todos. Aqui, encontramos uma grande dificuldade, pois temos a grande tentação de fazer de nossas comunidades e grupos pequenas "panelinhas", onde os outros não encontram fácil acesso. Quantas pessoas chegam em nossas comunidades e grupos e se sentem "invisíveis" aos demais, como se ali não estivessem!
Junto com a atitude acolhedora e gentil, a mensagem salvadora de Cristo se expressa em palavras. É claro que é necessário que a nossa palavra, enquanto ministros ordenados, catequistas e lideranças de Igreja seja simples e acessível a todos, sem, porém, perder a profundidade da mensagem do Evangelho. Para que isso aconteça, torna-se essencial o nosso interesse em conhecer e aprofundar a Palavra de Deus e a Doutrina da Igreja, seja pelo estudo, seja pela intimidade com Deus numa vida de oração pessoal e comunitária, afinal, toda a ação pastoral e missionária é fruto da parceria entre o Espírito Santo e nós. 
Acredito que, enquanto Igreja de Cristo, nós, que somos da #geraçãopapafrancisco estamos a caminho. Sabemos que é um caminho árduo e longo, mas belíssimo e que vale a pena ser percorrido. É hora de arregaçar as mangas e trabalhar. Deus espera muito de nós!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

A arte de "primeirear"



A Evangelização é missão de toda a Igreja, de todos os fieis batizados que, pela graça do Sacramento batismal, fazem parte da Família de Deus. Na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, no número 24, o Papa Francisco cria um neologismo - "primeirear - palavra esta que significa "tomar a iniciativa", "ser o primeiro a fazer". Primeirear deve ser um ato eclesial, buscado por todos, em unidade, na urgência missionária que se torna sempre mais premente em nossos tempos. Na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, o Papa propõe assumirmos com coragem uma pastoral decididamente missionária, em vez de termos uma atitude meramente passiva, de espera, uma pastoral de mera conservação (EG 15). Isso exige conversão de toda a Igreja, pois esta é a nossa vocação batismal: sermos discípulos missionários de Jesus Cristo.
Outro termo utilizado muitas vezes pelo Papa Francisco é a convocação para sermos uma "Igreja em saída", indo ao encontro das pessoas nas mais diferentes periferias existenciais. A grande maioria das pessoas que necessitam de um atendimento da Igreja jamais irão procurá-la; é preciso, pois, ir ao seu encontro, levando a elas a Boa Nova de Jesus Cristo. Isso vai exigir de nós um grande amor de alteridade, uma generosa entrega ao próximo, além de uma imensa criatividade pastoral, numa parceria entre o Espírito Santo e nós. 
Primeirear, ter criatividade, sair do sofá... Tudo isso é o que Deus espera de nós, sua Igreja neste terceiro milênio do Cristianismo. Não podemos ficar parados, fazendo sempre as mesmas coisas ("sempre foi assim..."), pois "o mundo anda depressa e nós não podemos parar" (Scalabrinni). Neste mundo secularizado, temos a urgência de levar o Evangelho a quem dele precisa. 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

A eficácia do testemunho da fé

A fé é resultado de uma parceria entre Deus e nós. Junto com a ação do Espírito de Deus, muitas pessoas foram essenciais para o começo da nossa caminhada em Deus. Lembro de uma tia-avó que desde a minha mais tenra infância me levava pela mão todos os domingos à Missa na Igreja do Carmo. Sou católico graças a ela, bem como ao testemunho de tantas outras pessoas que passaram pela minha vida. Gosto de fazer memória dessas pessoas, muitas delas já falecidas. A fé é, portanto, um dom de Deus que é transmitido de pessoa para pessoa, muitas vezes numa transmissão silenciosa, porém eficaz, justamente por causa dessa parceria entre o Espírito Santo e nós. 
O Papa Francisco insiste na necessidade desse testemunho da fé que somos chamados a dar, para que o Evangelho seja anunciado até o fim do mundo. Nós não levamos uma ideia ou um conceito, mas a experiência de um encontro com Alguém. Assim como André falou de Jesus a seu irmão Simão Pedro, levando-o até o Senhor, nós fomos levados por outros até Jesus e também provavelmente levamos muitos outros  até Ele pelo nosso testemunho e pela nossa palavra.
O testemunho da fé é a mais eficaz forma de Evangelização. Por meio deste testemunho, dado com alegria e perseverança, nós nos tornamos instrumentos de Cristo para a Evangelização de tantas pessoas que passam pela nossa vida. Um testemunho dado com simplicidade e simpatia tem a capacidade de atingir os corações mais endurecidos e produz uma eficácia muito maior do que o debate apologético, onde tentamos converter a cabeça e não atingimos o coração. 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

A alegria do encontro com Cristo para a juventude da #geraçãopapafrancisco

O trabalho com a juventude #geraçãopapafrancisco está me obrigando a reler, aprofundar e interiorizar o Magistério do nosso querido Papa Francisco. Comecei a reler e estudar, com renovada atenção, a sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium. Como é precioso voltar a ela, para descobrir algumas intuições que, às vezes, podem passar despercebidas na nossa vida, vocação e ministério! 
Todo o ponto de partida da ação eclesial consiste no encontro pessoal com a Pessoa de Jesus Cristo. Quando Jesus se torna apenas uma ideia ou um conceito, a vida cristã perde o seu sentido de ser. Jesus é uma Pessoa e o encontro com Ele deve ser similar ao dos discípulos da beira do Mar da Galileia, um encontro que mudava radicalmente a vida de cada um deles. 
A grande característica do encontro com o Senhor é a alegria profunda que isso provoca em cada pessoa. O Papa alerta para o risco de uma "Quaresma sem Páscoa" (EG 6) na vida de muitos cristãos, que vivem sua experiência de fé de modo triste e sem esperança. Não! Mesmo com os problemas que muitas vezes enfrentamos na vida, a alegria e a esperança devem ser características do cristão. Nós somos frutos da alegre notícia da Ressurreição do Senhor. Esta certeza da Ressurreição do Senhor se torna como um "feixe de luz", que nos ilumina e nos torna iluminadores no mundo onde vivemos. O fascínio que esta notícia causa no mais íntimo de nós deve nos levar a fascinar a humanidade, espalhando a todos essa grande e alegre notícia.
Por isto, os nossos jovens da #geraçãopapafrancisco são estimulados a levar a alegria do Evangelho por onde passam, especialmente nas nossas comunidades paroquiais e nos nossos movimentos eclesiais. A alegria é uma característica contagiante. Nossos jovens, alegres pelo encontro com Cristo, tornam os nossos ambientes de Igreja arejados, alegres, agradáveis de estar. A Evangelização se dá, em primeiro lugar, por atração, pelo testemunho de alegria, pela acolhida jovial, atitudes próprias de quem encontrou Jesus e se deixou encantar por Ele. 
Sonho com nossas Paróquias lotadas de jovens animados, felizes porque encontraram Jesus e desejosos de levar adiante essa experiência do Amor de Deus para outros jovens. Gurizada, não podemos perder tempo! Vamos levar a todos a alegria do Evangelho!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Geração Papa Francisco... eu sou!



Sou da "Geração João Paulo II". Eu tinha doze anos quando, em 1978, ele foi eleito Papa. Seu modo de ser inspirou a minha geração e seus valores foram entrando dentro da nossa alma e nossa vida como um conta-gotas. Quando ele morreu, em 2005, tinha formado toda uma geração que buscava a santidade de calças jeans. Posso dizer que São João Paulo II foi decisivo na minha forma de ser cristão e de ser padre.
Hoje, o Espírito Santo nos deu o Papa Francisco, que está sendo o formador de uma nova geração, que será decisiva para a História da Igreja em nossos tempos. A "Geração Papa Francisco" está sendo desafiada a "sair do seu sofá" e estabelecer no mundo e na sociedade um novo modo de ser. Em seu Magistério, inúmeros novos conceitos teológicos e pastorais estão sendo apresentados a cada um de nós, que desejamos ser essa "Igreja em saída", que vai ao encontro de todos, especialmente daqueles que estão nas periferias existenciais da humanidade. Queremos, com ele, ser uma Igreja-"hospital de campanha", de portas abertas a todos os feridos da humanidade; uma Igreja que experimenta e oferece a misericórdia ("misericordiados misericordiamos") a todos. 
Por isso, eu sonho com uma juventude "Geração Papa Francisco", que possa, como o jovem Francisco de Assis, restaurar a Igreja, dando-lhe um rosto sempre mais jovial e alegre, capaz de ser e de fazer acontecer os sinais do Reino de Deus entre nós. 

A SANTIDADE ESCONDIDA

  Hoje a Igreja celebrou o glorioso São Pio de Pietrelcina, o mais famoso santo do século XX, marcado com os estigmas da Paixão do Senhor e ...