Casório

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quinta-feira, 23 de setembro de 2021

A SANTIDADE ESCONDIDA

 Hoje a Igreja celebrou o glorioso São Pio de Pietrelcina, o mais famoso santo do século XX, marcado com os estigmas da Paixão do Senhor e muitos outros sinais místicos. De fato, celebrar São Pio é celebrar a vida de um grande homem de Deus. Naquele mesmo convento, naquela mesma época, viveu também o Frei... como era o nome dele mesmo? Talvez nem mesmo os atuais freis que lá vivem e trabalham lembrem mais do seu nome, do seu rosto, da sua existência... Era um frade piedoso, que gostava de passar horas diante do sacrário da Capela do Convento, que celebrava a sua Missa de um modo simples, sem grandes sinais místicos, mas com uma piedade interior que somente era perceptível aos olhos de Deus. Nunca mostrou ser um grande pregador, mas se esmerava em fazer suas homilias de modo simples. Era um grande devoto de Nossa Senhora, rezando o terço várias vezes ao dia. Sempre tinha uma palavra amiga para as pessoas, especialmente para os pobres que ajudava. Morreu também velhinho, poucos anos depois do seu confrade famoso,  Padre Pio. No seu enterro, quase ninguém foi, pois poucos sabiam da sua existência e tampouco souberam da sua morte. É claro: nunca se pensou em sua beatificação ou canonização, pois era alguém pequeno, simples, sem fama alguma. Só Deus, a quem ele serviu e amou, conhece o seu nome e o tem ao seu lado, mas para o Frei... – como era o nome dele mesmo? – somente isto basta...

Reflexões sobre o Sínodo I

 Após as alegrias do Jubileu da Diocese, começamos uma nova caminhada, que vai envolver de modo decisivo a Igreja Católica no mundo todo: o Sínodo convocado pelo Papa Francisco para acontecer no ano de 2023. Este Sínodo, porém, tem uma novidade: vai envolver todas as comunidades, paróquias, movimentos e serviços pastorais de todas as dioceses do mundo. É um “caminho sinodal” que iremos percorrer juntos. O lema do Sínodo é “PARA UMA IGREJA SINODAL: COMUNHÃO, PARTICIPAÇÃO E MISSÃO”. Nossa primeira tarefa é desde já irmos rezando pelo êxito de toda esta trajetória, na qual todos iremos nos envolver. Irei, a cada dia, repassando a vocês informações importantes, para que possamos todos participar ativamente desse momento tão importante para a Igreja.

Uma das grandes características do Cristianismo é viver a fé de modo comunitário e coletivo. Jesus escolhe um grupo de doze discípulos para que, convivendo com Ele, pudessem juntos fazer essa caminhada de fé, formando o núcleo comunitário que deu origem à Igreja. Por isso, a nossa vocação como cristãos é justamente caminhar juntos na direção do Reino de Deus. Não posso querer ser cristão sozinho, isolado dos demais, longe dos outros. A proposta do Sínodo é justamente essa: redescobrir como é maravilhoso poder viver em unidade a nossa fé.

Na Igreja, nós temos diversas instâncias de participação sinodal, onde somos chamados a atuar de forma muito concreta, como, por exemplo, os conselhos de paróquias ou comunidade (CPP = Conselho de Pastoral da Paróquia ou CAEP = Conselho de Assuntos Econômicos da Paróquia), instâncias de coordenação de Movimentos ou Pastorais. Mais ainda: todos os grupos que fazemos parte na Igreja são expressão de sinodalidade, pois neles nós podemos ajudar a pensar e decidir atividades e formas concretas de trabalho de evangelização e missão. Na Igreja, ninguém trabalha sozinho, mas sempre em grupos ou comunidades.

A experiência de poder trabalhar junto em grupos faz com que a vida na Igreja seja algo enriquecedor, pois uns ajudam os outros na sua caminhada cristã, colocando os seus dons pessoais a serviço de todos. Vamos, assim, descobrindo que ser cristão não é algo solitário e restrito apenas à relação eu-Deus, mas que envolve eu-Deus-irmãos na fé. Junto com a comunidade eu vou descobrindo a beleza dessa experiência de vivência do Mandamento do Amor, o que faz com que a Igreja seja desde já uma antecipação do Paraíso.

A experiência de Concílios e Sínodos é muito antiga na Igreja. Se olharmos no capítulo quinze dos Atos dos Apóstolos, encontramos ali a realização do chamado “Concílio de Jerusalém”, onde foi rezado e definido critérios para o acolhimento na Igreja de pessoas vindas do paganismo e que desejavam ser cristãs. Nos primeiros séculos, vários Concílios foram convocados para definições dos dogmas cristãos, assim como Sínodos regionais. Um dos frutos do Concílio Vaticano II foi a decisão do Papa São Paulo VI de criar o costume de se convocar Sínodos ordinários dos Bispos para ajudar o Papa na reflexão de temas importantes e atuais para a vida da Igreja. O Papa Francisco, com a convocação do Sínodo de 2023, deseja que essa instância de reflexão seja consequência de um “processo sinodal”, onde toda a Igreja (comunidades, paróquias, movimentos, pastorais, dioceses e nações) se tornem participantes, sendo consultadas e dando suas opiniões, sugestões e ideias, para que todos se sintam parte efetiva na vida eclesial e na Evangelização. Um manual com um questionário foi enviado para todas as Dioceses do mundo. Que possamos participar desse processo sinodal com alegria e generosidade. Este passo será fundamental para a Evangelização que precisará ser feita na pós-pandemia. 

A SANTIDADE ESCONDIDA

  Hoje a Igreja celebrou o glorioso São Pio de Pietrelcina, o mais famoso santo do século XX, marcado com os estigmas da Paixão do Senhor e ...