"A Igreja é uma Mãe de coração aberto". Assim termina o Papa Francisco o primeiro capítulo da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (nn. 46-49). A ideia da Igreja enquanto mãe está presente em muitos escritos da Igreja, desde a antiguidade. Esta atitude da Igreja enquanto Mãe nos remete à experiência que todos nós fazemos ao longo de nossas vidas. Todos nós temos ou tivemos uma mãe que, mesmo com suas fragilidades, possui o instinto materno como característica essencial do seu ser. A mãe gera, cuida, nutre, protege os seus filhos. Assim deve ser a Igreja de Cristo. Pela Graça de Deus, a Igreja gera filhos pelo Batismo e assume a tarefa de cuidar, nutrir e proteger a cada um deles ao longo de toda a sua existência. Torna-se, portanto, a Igreja, não uma instituição fria que tem a tarefa burocrática de controlar a vida eclesial dos seus associados, mas uma mãe carinhosa que cuida e ama a sua família.
Esta deve ser a atitude das nossas comunidades paroquiais e movimentos eclesiais voltados para a Evangelização da juventude. Os jovens todos são parte importante da grande família de Deus. É preciso acolhê-los com cuidado e carinho, para que eles se sintam verdadeiramente em casa. O primeiro passo da Evangelização dos jovens consiste em levá-los ao encontro de Deus e à experiência do seu Amor. Este encontro e experiência, mais do que racional e a partir de conceitos, se dá no mais íntimo do ser. É claro que, num segundo momento, a explicitação da fé se faz necessária, por meio de uma catequese eficaz.
Quando experimenta ser amado por Deus, acontece, para o jovem, simultaneamente, uma descoberta da comunidade, do grupo. Ali, então, vai sendo acolhido, sem cobranças nem exigências, para que também faça essa experiência de amor fraterno, ágape. Como é bonito ver comunidades eclesiais cheias de jovens alegres, espontâneos, pescados pela rede do Evangelho, pela rede do Amor de Deus! Somente conseguiremos isso se de fato as portas de nossas igrejas e de nossos corações estiverem abertas ,escancaradas para os jovens.

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