Estavam diante de uma verdadeira multidão com fome. Jesus pergunta aos seus discípulos: "Como iremos alimentar tanta gente"? É claro que Ele tinha a solução e até mesmo poderia solucionar o problema sozinho, afinal Ele é Deus. Mas, jamais Jesus faz sozinho aquilo que Ele pode fazer em parceria com as pessoas. Filipe dá uma resposta óbvia a esta pergunta: "Sai muito caro para dar um pedaço de pão para cada pessoa". André, por sua vez, dá uma resposta tola, que não ajuda em nada: "Aqui tem um menino com cinco pães de cevada e dois peixes"... Mas, Jesus usa esses três elementos para produzir o milagre: a resposta tola de André, os pães e peixes do menino e o seu poder divino.
Em cada lugar vazio nos bancos de nossas Igrejas deveria estar sentado alguém. Onde está essa pessoa? Qual a sua situação, os seus problemas e dramas pessoais? Essa pessoa é alguém que está com fome de Deus e não sabe onde saciar essa fome. A essa pessoa talvez não tenha chegado o pão da Evangelização, da boa notícia do Amor de Deus. Talvez ninguém tenha lhe oferecido o Pão da Palavra e da Eucaristia. É alguém que está morrendo de fome porque talvez nós não lhe tenhamos partilhado os nossos cinco pães e dois peixinhos, para que Jesus abençoasse e multiplicasse. Os pães e os peixes, sinais de nossa pobreza e generosidade, são os nossos dons e talentos, pobres e frágeis, mas que nas mãos do Senhor são multiplicados e chegam a todos, especialmente àquela pessoa que não está ocupando o seu lugar nos bancos vazios de nossas Igrejas.
Ser missionário. Ser uma Igreja em saída. Fazer a nossa parte para que Jesus seja sempre mais conhecido e amado. Enquanto houver um único lugar vazio nos bancos de nossas Igrejas, nós não temos o direito de viver descansados, pois a nossa missão estará apenas no começo.

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