Vigiar. Esta é a grande atitude que o Senhor quer do cristão no mundo. A vigilância se dá de dois modos: na oração e na ação.
Na oração. Quando Jesus está agonizando no Jardim das Oliveiras, na véspera de sua Paixão, ao ver os seus três discípulos dormindo, convoca-os à vigilância e à oração, pois "o espírito está pronto, mas a carne é fraca" (cf. Mt 26,41). Quando oramos, ficamos numa postura de atenção e foco, da mesma forma que os sentinelas guardam o quartel atentamente, para caso apareça algum inimigo, ou caso o comandante venha fazer alguma inspeção. Um soldado que dorme e não vigia acaba sendo derrotado ou punido por conta de sua atitude relapsa. O inimigo de Deus é nosso inimigo também. Ele tenta nos derrotar, busca nos nos escravizar e deseja nos destruir. Vai colocando armadilhas e gatilhos na nossa mente, memória e sentimentos. Com isso, perdemos a nossa paz. Também, a oração nos ajuda a ficarmos atentos para as visitas do Senhor. Ela faz aumentar em nós a sensibilidade espiritual e passaremos a ter um novo olhar, que permitirá perceber os sinais da presença de Deus ao longo de nosso dia a dia. Também nos ajuda a ver todas as realidades que nos cercam com o olhar de Deus.
Na ação. Com o olhar renovado pela oração, passamos a ter uma atitude nova diante das pessoas que passam pela nossa vida. O Cristianismo não é apenas uma teoria bonita. Se eu tenho um novo olhar diante do sofrimento dos outros, passando a ver neles a presença de Jesus Abandonado, necessariamente devo ter uma nova atitude, tornando-me uma espécie de Simão Cireneu, que ajudou Jesus a carregar a sua cruz. A santidade não passa somente pela cabeça e pelo coração, mas pelas mãos, que devem estar estendidas na direção do outro, para ajudá-lo, para consolá-lo, para socorrê-lo.
Vigiar. Todo dia é dia de vigilância. Todo dia é tempo de orar. Todo dia é tempo de amar.

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