Casório

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Missionariedade: o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo


O ser humano é ser em relação. Ele expressa aquilo que pensa, experimenta e sente. Ao comunicar-se, ele se coloca em relação com os demais, dando de si mesmo e recebendo e acolhendo aquilo que os demais pensam, experimentam e sentem. A medida de nossa alteridade é que vai dar a dimensão de nossa maturidade pessoal. Quanto mais maduros, mais estamos preparados para o relacionamento com os demais, saindo de nós mesmos e tornando-nos imagem e semelhança de Deus, que é a comunicação de si mesmo em plenitude. Em Deus nós encontramos o modelo do que somos chamados a ser.
O fechamento de si mesmo consiste na incapacidade de comunicação de si e de acolhida aos outros. Esse fechamento pode ser radical e doentio, mas geralmente acontece ao ficarmos apenas encasulados em nosso mundinho e fechados ao universo dos outros.
Compreendemos a missão da Igreja dentro desta perspectiva.
Missionariedade é:
a)      Sair de si mesmo para ir ao encontro dos outros;
b)      anúncio de Jesus Cristo e de sua mensagem salvadora
c)      entusiasmo que esse encontro com Cristo provoca em nós
d)     propaganda de que isso é algo muito positivo
Missionariedade não é:
a)      imposição de ideias
b)      falar mal da experiência dos outros

A diferentes formas de divulgação da mensagem de Jesus Cristo. Os discípulos, seguidores de Jesus, tornaram-se apóstolos, seus anunciadores. A comunidade primitiva de Jerusalém organizou novas comunidades, que logo se espalharam por todo o oriente e, por meio de Paulo, chegaram ao centro do Império Romano.
Durante os dois milênios do cristianismo, inúmeras pessoas tiveram a mesma atitude dos primeiros apóstolos: deixaram tudo (família, casa...) e foram para outros lugares e povos anunciar o Evangelho.
Hoje nós vivemos em tempos de “secularização”, ou seja, de abandono dos valores humanos e religiosos, que foram cultivados ao longo dos séculos. A religião se tornou algo apenas no âmbito privado, sem qualquer importância ou interferência para a vida da sociedade. Todas as realidades que fazem parte dos valores e virtudes que a religião promove foram abandonados, o que traz uma série crise de valores éticos e morais para a humanidade. Torna-se, portanto, urgente o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo como proposta de vida para o mundo. A missão, então, para os cristãos, acontece através do alegre testemunho do encontro com Jesus, que transforma a vida e faz surgir uma nova ética, através de atos de generosidade, gratuidade, honestidade e competência. Vendo o bom exemplo dos cristãos, a sociedade acabará sendo contagiada com a vivência desses valores e virtudes e acabará descobrindo a fonte que jorra essa novidade: Jesus Cristo, sua vida e ensinamentos. A ação do cristão na sociedade é semelhante ao papel do fermento no pão: não vemos, mas está sempre atuante, fazendo com que este cresça e tenha um bom sabor.

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