O ser humano é
ser em relação. Ele expressa aquilo que pensa, experimenta e sente. Ao
comunicar-se, ele se coloca em relação com os demais, dando de si mesmo e
recebendo e acolhendo aquilo que os demais pensam, experimentam e sentem. A
medida de nossa alteridade é que vai dar a dimensão de nossa maturidade
pessoal. Quanto mais maduros, mais estamos preparados para o relacionamento com
os demais, saindo de nós mesmos e tornando-nos imagem e semelhança de Deus, que
é a comunicação de si mesmo em plenitude. Em Deus nós encontramos o modelo do
que somos chamados a ser.
O fechamento
de si mesmo consiste na incapacidade de comunicação de si e de acolhida aos
outros. Esse fechamento pode ser radical e doentio, mas geralmente acontece ao
ficarmos apenas encasulados em nosso mundinho e fechados ao universo dos
outros.
Compreendemos
a missão da Igreja dentro desta perspectiva.
Missionariedade é:
a)
Sair de si mesmo para ir ao encontro dos outros;
b)
anúncio de Jesus Cristo e de sua mensagem salvadora
c)
entusiasmo que esse encontro com Cristo provoca em nós
d)
propaganda de que isso é algo muito positivo
Missionariedade não é:
a)
imposição de ideias
b)
falar mal da experiência dos outros
A diferentes
formas de divulgação da mensagem de Jesus Cristo. Os discípulos, seguidores de
Jesus, tornaram-se apóstolos, seus anunciadores. A comunidade primitiva de
Jerusalém organizou novas comunidades, que logo se espalharam por todo o
oriente e, por meio de Paulo, chegaram ao centro do Império Romano.
Durante os
dois milênios do cristianismo, inúmeras pessoas tiveram a mesma atitude dos
primeiros apóstolos: deixaram tudo (família, casa...) e foram para outros
lugares e povos anunciar o Evangelho.
Hoje nós vivemos em tempos de “secularização”, ou
seja, de abandono dos valores humanos e religiosos, que foram cultivados ao
longo dos séculos. A religião se tornou algo apenas no âmbito privado, sem
qualquer importância ou interferência para a vida da sociedade. Todas as
realidades que fazem parte dos valores e virtudes que a religião promove foram
abandonados, o que traz uma série crise de valores éticos e morais para a
humanidade. Torna-se, portanto, urgente o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo
como proposta de vida para o mundo. A missão, então, para os cristãos, acontece
através do alegre testemunho do encontro com Jesus, que transforma a vida e faz
surgir uma nova ética, através de atos de generosidade, gratuidade, honestidade
e competência. Vendo o bom exemplo dos cristãos, a sociedade acabará sendo
contagiada com a vivência desses valores e virtudes e acabará descobrindo a
fonte que jorra essa novidade: Jesus Cristo, sua vida e ensinamentos. A ação do
cristão na sociedade é semelhante ao papel do fermento no pão: não vemos, mas
está sempre atuante, fazendo com que este cresça e tenha um bom sabor.

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