“Todos buscam o sentido da vida. Ver um sentido nas
coisas significa achar que a vida tem uma causa, uma finalidade, uma razão. É
ter um motivo para viver, algo para realizar
- ser feliz, construir um mundo melhor, amar as pessoas e promover a
justiça entre elas.
Mesmo assim, a pergunta é difícil e as respostas são
muitas, às vezes contraditórias. Para uns, quem dá sentido à vida humana é
Deus; para outros, é o próprio ser humano; alguns, ainda, acreditam que a vida
simplesmente não tem sentido.
Mas a maioria das pessoas não consegue viver sem
algum tipo de ideal ou sem um sentido para a vida. As religiões procuram
justamente explicar que sentido é esse. Com isso, elas trazem conforto,
esperança, bem-estar, felicidade, otimismo e ações positivas.” (Incontri,
D.-Bigheto, A, Todos os jeitos de crer, vol. 4, Ed. Ática, 2010, pág. 50).
Alguns encontram, ainda, o sentido para a sua vida
através de algum ideal de existência, seja na entrega a alguma causa social,
política ou cultural. Existem pessoas que se dedicam tanto a alguma causa que
toda a sua existência fica marcada por isso, de tal modo que não conseguiriam
viver e encontrar a felicidade sem isso. Todo o seu tempo é dedicado àquilo que
buscam como ideal de vida. Por exemplo, inúmeros atletas olímpicos dedicaram
boa parte de sua infância e juventude a estafantes treinamentos, com o sonho de
ganhar alguma medalha olímpica. Outros, dedicam-se com entusiasmo a alguma
causa, defendida por alguma forma de organização não-governamental e são
capazes de brigar por suas ideias. Seja como for, o importante é ter uma
motivação que dê um sentido à sua existência.
O grande problema do mundo de hoje é a multiplicação
de coisas que ocupam o nosso tempo e que não nos oferecem ideal algum. Podemos
passar pela vida toda sem o cultivo de algo que se torne essencial para nós.
Acordamos, estudamos, trabalhamos e voltamos para casa para dormir fazendo
coisas de modo mecânico, sem pensar ou sem se apaixonar por nada. Agir
mecanicamente é encontrar a própria frustração naquilo que se faz, perdendo,
assim, o sentido da própria felicidade. “É maravilhoso poder olhar para trás e
perceber que se marcou os passos na vida de tantas pessoas” (D. Edmundo Kunz).
É maravilhoso pode olhar para trás e ver que se construiu algo para deixar para
as futuras gerações.
É nessa perspectiva que podemos situar a religião.
Ela não apenas nos oferece um bem estar espiritual, devido ao nosso contato com
a divindade, mas nos proporciona a possibilidade de se descobrir um sentido
maior para todas as coisas que fazemos. Uma pessoa que cultive a pertença a uma
religião torna-se envolvida com ideais nobres e belos, fazendo da vida uma
bonita aventura de descoberta de Deus e do próximo. Uma pessoa que cultive uma
religião gosta de dedicar algumas horas de sua semana para Deus e para a
comunidade de fé, não vendo nisso uma perda de tempo, mas um ganho para
tornar-se melhor fazendo algo que gosta e que realiza.

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